Gosto sempre de fazer o chamado balanço no final de cada ano. Faço-o também na altura do meu aniversário, no início de julho. Por isso de meio em meio ano lá faço eu uma retrospetiva de tudo o que se anda a passar na minha vida. Sou uma mulher de ter planos a curto, médio…
Menos julgamento, menos bocas sobre a forma como os outros vivem e mais compreensão e apoio. Por um lado, parece que às vezes invejam a minha vida de “não fazer nada”…
Quem é verdadeiro, autêntico, genuíno no que diz, no que mostra? Quem é que monta situações, modos de vida, até bens que depois na realidade nem são seus?
Metade de mim chora, a outra sente um nervosinho. Aquele que sentimos no primeiro dia de aulas, mas com mistura de entusiasmo pois afinal trata-se de uma aventura, de uma viagem, de um caminho.
Neste momento quis arriscar outra vez, senti que é momento de mudança em mim e apesar de ser assustador, de ter de existir uma morte interna para dar espaço ao novo e esse processo ser muitas vezes difícil, reconheci e intuí que tinha de ser!…
Há uns dias, semanas, honestamente se calhar até meses, que me sinto diferente. Ainda estou a tentar perceber bem o que é, mas sei que já comecei o processo que preciso, para me voltar a encontrar…